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Systemic Bilingual Educação bílingue parceiro Systemic

Systemic no lançamento da educação bilíngue na rede pública de BH

Systemic Bilingual
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Belo Horizonte é a segunda capital brasileira a implantar o Systemic na rede municipal de ensino. O projeto-piloto, estruturado pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) em parceria com o Systemic, leva a educação bilíngue na rede pública para 115 estudantes em duas unidades da cidade e abre caminho para uma expansão a partir de 2027.  

Neste artigo, você vê como o piloto funciona, quem está envolvido e o que esse modelo mostra sobre o futuro do ensino de inglês nas escolas públicas.

Como o piloto de BH foi montado

O piloto começou com organização e definição de estratégias, para validar a operação antes de crescer. Duas unidades entraram na largada: a Escola Municipal Ulysses Guimarães e o CEI Imaculada. Juntas, reúnem cinco turmas: três de 1º ano na Ulysses Guimarães e duas de crianças de 5 anos no CEI.

  • Unidades: E.M. Ulysses Guimarães e CEI Imaculada
  • Estudantes: 115
  • Turmas: 3 de 1º ano (Ulysses Guimarães) e 2 de 5 anos (CEI Imaculada)
  • Carga horária: 15 horas semanais
  • Modelo: Contraturno, via Escola Integrada
  • Currículo: Inglês integrado às disciplinas previstas na BNCC, como Matemática, Ciências e Artes.

O detalhe que mais pesa na conta é o contraturno. As 15 horas semanais acontecem dentro do Programa Escola Integrada, então a imersão não disputa espaço com as aulas regulares. Ela soma. E, como o inglês aparece dentro de matemática, ciências e artes, a criança não "estuda inglês" como matéria isolada. Ela aprende conteúdo em inglês, que é o que sustenta a fluência ao longo dos anos.

As aulas ficam a cargo de professores da própria Rede Municipal, escolhidos por perfil e proficiência em inglês. O Systemic oferece formação continuada e suporte técnico especializado, o que reduz o risco de o docente assumir uma metodologia nova sem acompanhamento.

O que dizem escola e professores após as primeiras aulas

A oficialização do projeto foi feita em duas cerimônias, uma em cada unidade, com estudantes, famílias, docentes e equipes pedagógicas. O tom dos relatos é de expectativa, mas também de realismo sobre o trabalho envolvido.

Na gestão: acesso e oportunidade

A Ulysses Guimarães fica no Morro do Papagaio, e o diretor Ramon vê o ensino bilíngue como um caminho para levar mais qualidade e oportunidade de vida às comunidades periféricas.

Nossa escola atende os alunos do Morro do Papagaio e a gente tem muito orgulho em trazer para o Morro, em trazer para as comunidades mais periféricas mais qualidade e oportunidade de vida. E é isso que o Ensino Bilíngue traz para a gente.

Ramon Flauzino, diretor da Escola Municipal Ulysses Guimarães

Na mesma linha, Juliana Coelho, da Secretaria Municipal de Edudação de Belo Horizonte, define o objetivo do projeto como democratizar o acesso a uma segunda língua e garantir fluência comunicativa desde os primeiros anos do Fundamental.

"O objetivo do projeto é democratizar o acesso ao aprendizado de uma segunda língua e garantir que os estudantes da rede pública desenvolvam a fluência comunicativa desde os primeiros anos do Fundamental".

Juliana Coelho, da Diretoria do Ensino Fundamental da Smed Belo Horizonte

Em sala de aula: o que funciona com crianças de 6 anos

A professora Evelyn destaca um ponto que só o piloto poderia mostrar: crianças do 1º ano já falam inglês em sala, numa rede que antes só oferecia o idioma a partir do 6º ano.

"Eu nunca imaginei que na prefeitura eu teria a chance de fazer parte de um projeto tão especial. Eu tenho visto as crianças falando inglês em sala no primeiro ano e isso, assim, é sensacional. Na prefeitura, nós tínhamos o inglês apenas a partir do sexto ano e, como todos dizem, o idioma a gente aprende desde pequena."

Teacher Evelyn, Escola Municipal Ulysses Guimarães

Ela reconhece que o formato é desafiador, principalmente porque a aula acontece quase toda em inglês. Para superar a barreira, a equipe recorre a gestos, muitas imagens e demonstrações. O resultado, segundo ela, é que as crianças interagem, entendem e falam.

O professor Marcelo, que está a cerca de cinco anos da aposentadoria, relata que o programa mudou até a forma como ele conduz a aula regular. Para ele, o método parte do princípio de que, além do idioma, o professor precisa enxergar a pessoa que está aprendendo. Marcelo é direto ao dizer que o caminho tem avanços e recuos, e que a evolução acontece aos poucos.

Com o projeto, agora, eu vejo uma mudança substancial na minha aula regular, porque o projeto ensina que, para além do inglês, a gente olha para uma pessoa. E ao se enxergar, a criança manifesta na própria relação o jeito de ser uma nova construção. A gente escorrega, a gente volta, mas a gente aprende a se perdoar e, sobretudo, a se amar.

Teacher Marcelo, Escola Municipal Ulysses Guimarães

Ele não romantiza o caminho. Compara com subir uma montanha: há escorregões, há recuos, e parte da lição é aprender a se perdoar e a se amar no processo. É uma visão que coloca o vínculo antes da gramática, e ajuda a entender por que o Systemic trata desenvolvimento socioemocional como parte do método, não como enfeite.

O que vem depois: expansão em 2027

Do lado da gestão, a meta é de equidade. A Smed prevê ampliar o projeto de forma gradual a partir de 2027, com o objetivo de alcançar pelo menos uma escola em cada regional da capital mineira.

Se o piloto confirmar os resultados esperados, Belo Horizonte passa a ter educação bilíngue distribuída por todo o território da cidade.

Por que a metodologia chama atenção de quem estuda políticas públicas

O Systemic tem mais de duas décadas anos de história e está em mais de 150 escolas privadas. Sua entrada no setor público ganhou tração a partir de Pilar, em Alagoas, município que atende 250 alunos em tempo integral e já recebeu gestores de mais de 130 cidades interessados em ver o modelo de perto. Os resultados de Pilar viraram até tema de estudo de pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Vanessa Tenório, cofundadora e CEO, esteve nos eventos em Belo Horizonte e explicou o que separa a proposta de um curso de idiomas tradicional. O currículo integra o inglês a áreas como história, geografia e matemática, em jornadas interdisciplinares, e ao mesmo tempo os alunos desenvolvem habilidades socioemocionais, como comunicação e confiança para falar em público. Ou seja: a criança sai com mais vocabulário e também com mais segurança para usá-lo.

Perguntas frequentes sobre o Systemic em Belo Horizonte

As aulas do Systemic substituem o horário regular?
Não. Elas acontecem no contraturno, dentro do Programa Escola Integrada, com 15 horas semanais.

Quem são os professores?
Docentes da própria Rede Municipal, selecionados por perfil e proficiência em inglês, com formação continuada e suporte técnico do Systemic.

Quais alunos participam do piloto?
Estudantes do 1º ano do Ensino Fundamental, na Ulysses Guimarães, e crianças de 5 anos, no CEI Imaculada.

O Systemic já funciona em outras redes públicas?
Sim. Além de Belo Horizonte, o programa atua em Pilar (AL), que atende 250 alunos em tempo integral e é referência para gestores de mais de 130 municípios. Outros municípios que participam do projeto incluem Araguari e Perdigão (MG), União dos Palmares, São Miguel dos Campos, Paripueira e Cajueiro (AL), e muitas outras cidades. 

Quando o projeto chega a mais escolas de BH?
A previsão da Smed é iniciar a expansão gradual em 2027, com pelo menos uma escola por regional.

Quer levar o Systemic para o seu município ou rede de ensino?

Se você é gestor público, secretário de educação ou representante de uma rede que quer implantar o ensino bilíngue, fale com o time do Systemic e conheça o modelo em detalhes.

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